
Nascida no interior de São Paulo a banda Porao 365 apresenta o disco Vai se Lembrar de Mim e é formado pelo quarteto Cirê nos vocais, Alan J. Marteline nas guitarras e violão, Fer Tavares no baixo e Mateus Ferraz na bateria.
A banda possui um conceito oitentista empolgante, mas que precisa ser aperfeiçoado, principalmente no que tange as semelhanças com grupos da época, como o Ira! por exemplo, que se assemelha demais por conta da semelhança do timbre dos vocalistas das duas bandas.
Mas semelhanças à parte, o talento da banda é indiscutível, com boas letras, bons arranjos e uma sonoridade agradável e cativante o Porão 365 já teve a honra de dividir shows com grandes nomes do rock nacional como Capital Inicial, Ira!, Made In Brazil, Detonautas e Zé Ramalho, além de ter recebido o prêmio GRC Music de bandas independentes em 2008.
Para se ter uma noção do bom desempenho da banda a canção "Vai Se Lembrar de Mim" é um dos bons resultados, sendo tocada em inúmeras rádios do estado de São Paulo, além de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará e Bahia. A Musica também está entre as mais pedidas da Rádio Visto Livre.
O Portal Visto Livre sempre antenado com o mundo da música foi entrevistar a banda, que já está na estrada há 12 anos, e soube dos planos e da carreira da banda, veja abaixo nosso papo:
Visto Livre: A banda tem fortes influências oitentistas, acham que isso estigmatiza o grupo, principalmente a absurda semelhança com o grupo Ira?
Cirè: Acho interessante esta pergunta porque somos adolescentes dos anos 80. Porém não temos os protestos letristas dos anos 80 e também estamos totalmente distantes do punk rock nacional. Mas mantivemos a essência de usar letras, guitarras, bateria e baixo, enfim, sonoridade de rock mesmo e isso remete aos anos 80 quando o rock era isso. Talvez por isso nos fez essa pergunta. Agora estigmatizados nós seríamos se você nos achasse parecidos com o NX Zero (risos). Sobre a "absurda semelhança com o grupo Ira!", você me fez pensar como o Eddie Vedder deve ter reagido sobre esse tipo de pergunta, no início de carreira do Pearl Jam, quando perguntavam para ele: "Você não acha que sua voz é parecida com a do Bruce Springsteen?" (risos). Imagine se minha voz fosse parecida com a da Ivete Sangalo, por exemplo, o que a Cláudia Leite iria dizer? (risos)
Fer Tavares: Acho que os anos 80 foram a melhor fase da música, em todos os estilos. Foi uma época muito criativa, então não tem como não sermos influenciados pelo som daquela época. Mas nossas influências e referências são muito diversificadas, então não acho que ficamos estigmatizados com isso. Pegamos o melhor de cada estilo, e criamos o nosso. Não estamos seguindo apenas um estilo ou banda, e isso faz com que sejamos diferentes.
A banda possui um conceito oitentista empolgante, mas que precisa ser aperfeiçoado, principalmente no que tange as semelhanças com grupos da época, como o Ira! por exemplo, que se assemelha demais por conta da semelhança do timbre dos vocalistas das duas bandas.
Mas semelhanças à parte, o talento da banda é indiscutível, com boas letras, bons arranjos e uma sonoridade agradável e cativante o Porão 365 já teve a honra de dividir shows com grandes nomes do rock nacional como Capital Inicial, Ira!, Made In Brazil, Detonautas e Zé Ramalho, além de ter recebido o prêmio GRC Music de bandas independentes em 2008.
Para se ter uma noção do bom desempenho da banda a canção "Vai Se Lembrar de Mim" é um dos bons resultados, sendo tocada em inúmeras rádios do estado de São Paulo, além de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará e Bahia. A Musica também está entre as mais pedidas da Rádio Visto Livre.
O Portal Visto Livre sempre antenado com o mundo da música foi entrevistar a banda, que já está na estrada há 12 anos, e soube dos planos e da carreira da banda, veja abaixo nosso papo:
Visto Livre: A banda tem fortes influências oitentistas, acham que isso estigmatiza o grupo, principalmente a absurda semelhança com o grupo Ira?
Cirè: Acho interessante esta pergunta porque somos adolescentes dos anos 80. Porém não temos os protestos letristas dos anos 80 e também estamos totalmente distantes do punk rock nacional. Mas mantivemos a essência de usar letras, guitarras, bateria e baixo, enfim, sonoridade de rock mesmo e isso remete aos anos 80 quando o rock era isso. Talvez por isso nos fez essa pergunta. Agora estigmatizados nós seríamos se você nos achasse parecidos com o NX Zero (risos). Sobre a "absurda semelhança com o grupo Ira!", você me fez pensar como o Eddie Vedder deve ter reagido sobre esse tipo de pergunta, no início de carreira do Pearl Jam, quando perguntavam para ele: "Você não acha que sua voz é parecida com a do Bruce Springsteen?" (risos). Imagine se minha voz fosse parecida com a da Ivete Sangalo, por exemplo, o que a Cláudia Leite iria dizer? (risos)
Fer Tavares: Acho que os anos 80 foram a melhor fase da música, em todos os estilos. Foi uma época muito criativa, então não tem como não sermos influenciados pelo som daquela época. Mas nossas influências e referências são muito diversificadas, então não acho que ficamos estigmatizados com isso. Pegamos o melhor de cada estilo, e criamos o nosso. Não estamos seguindo apenas um estilo ou banda, e isso faz com que sejamos diferentes.
Alan: Começamos a ouvir música nesta época e o estilo e as referências realmente estão lá, mas com uma ouvida mais atenta ao trabalho, acredito que embora tenhamos sim alguns elementos desta época, podemos notar que a combinação de várias referências desta época, algumas muito diversas entre si, geram o que é o som do Porão 365, principalmente se compararmos com o Ira, que embora também seja sim uma influência, musicalmente é muito diferente do nosso trabalho.
Visto Livre: Quanto tempo levaram para produzir o disco?
Fer Tavares: Entre composição, ensaios, pré-produção, gravação, etc, levamos por volta de um ano. Queriamos fazer o melhor trabalho possível, então tomamos o tempo necessário para cada fase. E acho que o resultado não poderia ser melhor. Valeu a pena cada minuto gasto com isso.
Visto Livre: De onde surgiu o nome do grupo?
Mateus: Surgiu em 97 quando resolvemos tocar o que a gente criava e não o que a gente copiava. Aí veio a idéia de ensaiar no porão da casa do Alan, o Porão 365.
Visto Livre: Quanto tempo levaram para produzir o disco?
Fer Tavares: Entre composição, ensaios, pré-produção, gravação, etc, levamos por volta de um ano. Queriamos fazer o melhor trabalho possível, então tomamos o tempo necessário para cada fase. E acho que o resultado não poderia ser melhor. Valeu a pena cada minuto gasto com isso.
Visto Livre: De onde surgiu o nome do grupo?
Mateus: Surgiu em 97 quando resolvemos tocar o que a gente criava e não o que a gente copiava. Aí veio a idéia de ensaiar no porão da casa do Alan, o Porão 365.
Como funciona o processo criativo?
Cirè: Aprendemos a compartilhar tudo. Então faço uma letra e coloco uma melodia bastante simples. Depois levo pra banda e trocamos ideias de como produzir a sonoridade e ensaiamos. Esse é o momento onde todos criam os riffs, linhas de baixo e ritmo. Feito isso, vamos para a pré-produção em estúdio gravando tudo ao vivo. Quando sentimos a levada do som, discutimos sobre os arranjos e como devemos trabalhá-los. É um processo de junção e interação mesmo; com discussões, participação e cumplicidade.
Visto Livre: Quais são as maiores dificuldades de se ser independente?
Fer Tavares: Acho que a maior dificuldade é a de não estar na grande mídia. Ser independente te dá uma liberdade de criação maravilhosa, mas para muitas pessoas "artista bom é aquele que está na grande mídia", ou seja, esses artistas seriam o "padrão de qualidade" a ser seguido. E acaba sendo uma disputa desleal. Por mais que estejamos na Internet e em dezenas de rádios, o grande público ainda não nos conhece. Mas acho que lidamos bem com isso. Música é arte, arte é expressão dos sentimentos. E nossa música é sincera, passa exatamente aquilo que sentimos e queremos. Por isso, acho que temos um ótimo trabalho em mãos, tanto que conquistamos fãs por onde passamos. Se estivéssemos na grande mídia, com certeza conquistaríamos muitas pessoas por aí.
Cirè: Aprendemos a compartilhar tudo. Então faço uma letra e coloco uma melodia bastante simples. Depois levo pra banda e trocamos ideias de como produzir a sonoridade e ensaiamos. Esse é o momento onde todos criam os riffs, linhas de baixo e ritmo. Feito isso, vamos para a pré-produção em estúdio gravando tudo ao vivo. Quando sentimos a levada do som, discutimos sobre os arranjos e como devemos trabalhá-los. É um processo de junção e interação mesmo; com discussões, participação e cumplicidade.
Visto Livre: Quais são as maiores dificuldades de se ser independente?
Fer Tavares: Acho que a maior dificuldade é a de não estar na grande mídia. Ser independente te dá uma liberdade de criação maravilhosa, mas para muitas pessoas "artista bom é aquele que está na grande mídia", ou seja, esses artistas seriam o "padrão de qualidade" a ser seguido. E acaba sendo uma disputa desleal. Por mais que estejamos na Internet e em dezenas de rádios, o grande público ainda não nos conhece. Mas acho que lidamos bem com isso. Música é arte, arte é expressão dos sentimentos. E nossa música é sincera, passa exatamente aquilo que sentimos e queremos. Por isso, acho que temos um ótimo trabalho em mãos, tanto que conquistamos fãs por onde passamos. Se estivéssemos na grande mídia, com certeza conquistaríamos muitas pessoas por aí.
Visto Livre: Como estão os shows?
Alan: Temos trabalhado muito nosso som e nossa produção, ao ponto de procurarmos sempre o melhor em nós mesmos, fazendo com que a apresentação seja um espetáculo onde quem assiste não vá somente ouvir mas assistir o que fazemos, inclusive, quando gravamos, uma de nossas preocupações foi transmitir, nem que fosse parcialmente, o clima e toda a energia que temos em nossos shows. Ah a agenda também anda bem ocupada... (risos)
Alan: Temos trabalhado muito nosso som e nossa produção, ao ponto de procurarmos sempre o melhor em nós mesmos, fazendo com que a apresentação seja um espetáculo onde quem assiste não vá somente ouvir mas assistir o que fazemos, inclusive, quando gravamos, uma de nossas preocupações foi transmitir, nem que fosse parcialmente, o clima e toda a energia que temos em nossos shows. Ah a agenda também anda bem ocupada... (risos)
Visto Livre: Quais são os próximos planos?
Alan: Continuar trabalhando no nosso material e buscar novos mercados e públicos, até onde a estrada nos leve.
Postado por: J.R. Vital
Alan: Continuar trabalhando no nosso material e buscar novos mercados e públicos, até onde a estrada nos leve.
Postado por: J.R. Vital
Fonte: Visto Livre
Nenhum comentário:
Postar um comentário