quinta-feira, 23 de abril de 2009

Linhas Tortas - Entrevista Porão 365

23 de abril de 2009
Por Rodolfo Balo - JCRNET - www.jcrnet.com.br



Sejam bem vindos briosos descendentes de musaranhos-arborícolas, praticantes ou não, esse espaço sempre está disposto a trazer entretenimento e uma suave parcela de diversão cultu-psicononsense.

Essa semana Linhas Tortas foi buscar alguns relatos de ordem sonora de uma banda interiorana e através da camaradagem de sempre da rapaziada do Porão 365 aqui estamos nós, com um bate papo de responsa, mostrando mais uma vez que esses caras são merecedores do que conquistaram até agora e que essa caravana não pára por aqui, ascensão sem limites, sem queda de origens e personalidade.

Bem vindos ao mundo do Saci Perere, que a sua espera, dança no meio de um eito de cana.
É hora de pular com um pé só!

Frase da semana: ... é complexo acreditar no simples, falta coragem pra falar de amor, é mais fácil abandonar a vida, é mais rápido fugir da dor... Eric Zorob – Cire (Porão 365)

Um agradecimento de alto nível ao baterista Mateus Ferraz que sempre está a disposição da cultura Capivariana, também ao Fernando Tavares, Alan J. Marteline e Cirè

Abraço a todos

Rodolfo Balo!



Linhas tortas: Quando e como surgiu a banda?

Porão 365: Surgiu em 97 quando resolvemos (Alan, eu e na época o Ricardo) tocar o que a gente criava e não o que a gente copiava. Aí veio a idéia de ensaiar no porão da casa do Alan, o Porão 365.

Linhas Tortas: Qual era a idéia inicial? E em relação aos ideais, algo mudou daqueles tempos pra cá?

Porão 365: Fazer sons próprios e isso continua até hoje. O que acredito que mudou é que aprendemos que tocar o que a gente pensa que é bom nem sempre é. E a presença do público que nos acompanha nos fez repensar nossa composição musical. Mantivemos a essência e aprendemos a ouvir o que as pessoas que nos respeitam querem ouvir.

Linhas Tortas: Entre as dificuldades que as bandas independentes sofrem, qual foi a maior que o Porão 365 já enfrentou?

Porão 365: Saber que existe gente boa e gente ruim no meio musical e que nem sempre o que é bom aparece. Digo isso também dos meios de comunicação.

Linhas Tortas: Após esses longos anos de estrada, dedicação, batalha e amor ao que faz, o que é mais gratificante pra banda?

Porão 365: Você querer saber quem somos e ouvir as pessoas cantando aquilo que você fez num estúdio e ouviu um milhão de vezes se perguntando: “será que vão cantar esse som e será que alguém vai perguntar sobre esse trabalho?”.. (risos)

Linhas Tortas: O que vocês gostariam que as pessoas sentissem depois de um show do Porão?

Porão 365: Que estão felizes e “deleitadas” por terem feito um show com uma banda que os respeita muito.

Linhas Tortas: Qual o maior desafio a ser vencido nos dias de hoje?

Porão 365: Alcançar o TOP3 do caldeirão do Hulk e ter as canções Vai se lembrar de mim e A sua espera como as mais pedidas num grande site de músicas independentes como o BANDAS DE GARAGEM.

Linhas Tortas: Porão é uma fórmula que deu certo! Qual conselho a banda gostaria de deixar para quem está começando agora?


Porão 365: Acredite que sua música é bela e que uma banda é uma escola onde vc aprende alguma coisa sempre. Leia livros e se dedique para aquilo que você se propõe a fazer.

Linhas Tortas: Quais são os planos e projetos para o futuro:

Porão 365: Continuar olhando sempre para o Alan, o Mateus e o Tavares e sentir que estamos com tesão de tocar juntos.

Linhas Tortas: Agenda de shows?

Porão 365: Por enquanto temos shows: 01/05 - Porto Feliz (na praça contra a instalação de presídio entre Porto Feliz e Rafard; 07/06 – Capivari (no Aloha); 12/06 – Laranjal Paulista (praça central); 19/06 – Capivari (festa da Rádio Cacique); 14/08 – Porto Feliz (Cemex na Festa de Agosto). Estamos confirmando duas datas em Itu tabém.

Linhas Tortas: Considerações finais:

Porão 365: Amamos o que fazemos porque dessa forma podemos amar a todos que nos acompanham.

Porão 365 é: usamos uma frase que mostra a essência da banda: “Somos diferentes, somos Porão 365”.


Em ordem alfabética....

Alan J. Marteline - guitarra
Cirè - vocais
Fer Tavares - baixo
Mateus Ferraz - bateria


PS.: O Vocalista Cirè respondeu as perguntas.

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